Tuesday, January 31, 2006

Bon Anniversaire



Enquanto em Paris o sol brilha e finge diminuir o frio, do outro lado do oceano o calor é forte.
Pra uns insuportavel, pra outros, uma bençao.

Tenho o habito de fazer oraçoes.
E em varias e varias ocasioes por dia.

Quando acordo, peço um dia de luz e de paz.
Quando coloco a chave na fechadura da porta, e antes de chamar o elevador,
chamo por proteçao pra minha casa, gatinhas e vizinhos.
Também peço proteçao antes de começar a trabalhar, visto que algumas vezes, o ambiente de trabalho é tao pesado que quase desmaio.
Aproveito e peço pelos meus clientes peludos também.

Peço pelos mendigos nos metros, pelos animaizinhos que passam frio.
Pelos pombos mutilados pelas ruas.
Lembro dos ratinhos que comem restos de migalhas nos trilhos do metro
e dos pedintes que nao te deixam esquecer que estao desempregados e que precisam de 1 euro pra se manterem limpos.

Confesso que sou "pidona" e sei que la de cima ja devem estar cansados de mim.
Me conhecem bem ja, é certo.
Mas nao tenho vergonha de dizer isso.
E sabe por que?
A boa vontade é tamanha que eles nao me deixam na mao!

Entao eu lembro de uma musica que adoro:
"I Say a little pray ".
Cantada por diferentes vozes, gosto dela em Aretha Franklin, Diane King
e mesmo numa banda gaucha "The Hard Working Band".

E finalizo minhas preces do dia antes de dormir.
Pedindo e também muito agradecendo.

Hoje, em particular, faço uma prece especial, por alguém que deixou a minha vida
mas que bem ou mal, nunca deixou meu pensamento e meu coraçao.

Bon Anniversaire!

Sunday, January 29, 2006

Nossa vida "humana"


Esta foto nao é minha mas eu bem gostaria que fosse.

Lembro na época em que minha mae trabalhava no escritorio, na casa de minha avo.
Alguém colocou no mural uma foto, que me chamou muito a atençao.
Era uma india sentada no chao, amamentando um bebe num seio e um porquinho-do- mato no outro.
Eu deveria ter uns 20 e poucos anos daquele momento...
e demorei um tempo pra dizer o que essa imagem me passava.

E hoje, quando abro meu email e vejo praticamente a mesma cena se repetindo na India, começo a refletir melhor sobre a nossa vida dita "humana".

Se as indias e indianas fossem vistas como pertencentes a povos primitivos...quao humanas seriamos nos, mulheres ditas "modernas" que abandonamos nossos proprios companheiros de especie?

Ai temos apenas um pequeno exemplo de que nos, humanos e animais, somos irmaos, sim.
Nos humanos irmaos + velhos e os animais nossos irmaos menores.
Dependentes de nos pra poder sobreviver.
Porque esta em nossas maos salvar ou destruir.
A nos o livre-arbitrio de escolher o caminho a seguir...

A generosidade existe, resta-nos descobri-la.

Friday, January 27, 2006

Um Lobisomem em Paris



Naqueles dias em que da vontade de nao levantar da cama,
a gente até se levanta.
Minto.
Se arrasta até o banheiro, até a cozinha, veste o casaco e sai.
Ontem foi assim.
Ja nao durmo bem, é verdade.
Mas o tempinho que faz através da janela nao ajuda.

E quando tem ainda a possibilidade de trabalhar num local que nao te agrada,
com gente que faz esforço pra nao mostrar indiferença e que no final voce é o ultimo a sair e tem que apagar a luz...
que vontade voltar pra baixo das cobertas!!!

Ta legal, o dever me chama!
La vou eu chorando pelas ruas, nao é tristeza,
é vento gelado.
E na calçada vejo uma mochila, um saco de raçao pra caes e dois potinhos de comida.
Mendigo e cao nao aguentaram e se foram.
Sabe la Deus, onde.

E depois que o ritual de trabalho, ja previsto pela manha, se repetiu.
Desço as escadas e pego o meu metro.

Sem nada pra ler, em especial, resolvo observar os tipos e deixo minha mente vagar.
Nao por muito tempo.

Quem seria aquele tipo alto, quase 2 metros de altura
(visto do angulo em que eu estava sentada).
O formato do rosto me lembrava uma fera, talvez um lobo.

Um casaco de la verde-escuro até os joelhos.
Cavanhaquezinho medonho.
Enormes fones de ouvido nas orelhas.

Nao quis olhar muito pra nao ser indiscreta.
Nem sou de reparar na maos.
Mas as dele me impressionaram.
Nao so por serem grandes e disformes.
Eram também peludas!
E se nao bastasse meu quase-panico...
olhando + detalhadamente para mao esquerda,
noto as unhas todas pretas.
Confirmado:
Loup-garou estava la!

Compreendi entao o porque dos fones:
eram pra esconder as orelhas cabeludas e pontiagudas!

E olha que nem era noite de lua cheia!

A proposito:
nao seria dele a mochila e o saco de raçao com os potinhos?

Thursday, January 26, 2006

Falta Tempo



Sim, confesso.
To + pra la do que pra ca.
Cada travessia de oceano faz isso comigo.
Me tira o folego: antes, durante e depois.

Entao eu corro que nem boba, de um lado pra outro procurando as encomendas.
Presentes sem fim, bobagens...
e juro que sera a ultima vez que vou gastar tanto com coisas inuteis.
Mas que nada!
Tudo continua igual.

No durante, a angustia é a mesma:
o que me espera do outro lado do mar?
Saio de casa com as malas e as listas prontas.
O que fazer, o que comer, o que comprar, o que ver...

E chegando a terrinha amada,
la estou eu de braços abertos esperando que venham me pegar um pouquinho no colo.
Espero, espero, espero, espero.
E quando a hora passa e ninguém vem,
pego minhas trouxas e volto pra casa.

Saturday, January 21, 2006

Ecole Militaire



21 de janeiro.

Incrivel.
Fazia exatamente 1 ano.
Um ano atras em que marquei um encontro com a mesma amiga, no mesmo dia, no mesmo local, pra assistir ao mesmo coral que uma outra amiga faz parte.

Entao 1 ano se passou e estavamos la.
Na Capela da Escola Militar.
Esperando 30 minutos antes que as portas se abrissem e nos afastassem do frio e da visao da torre Eiffel.

Eu cheguei antes.
E desta vez nao passei vergonha, como no ano passado, e lembrei de parabenizar minha amiga pelo aniversario.

Portas abertas e nos na terceira fila.
Praticamente no mesmo lugar do ano anterior.
Capela lotada.
Provavelmente as mesmas pessoas de antes.

E quando o coral entra, todos de preto com flor na lapela, vejo minha amiga que canta.
E pra nao perder a tradiçao, um abanar de mao nada discreto pra evitar de perde-la como em tantas outras apresentaçoes.

E o silencio se faz.
E o coral completa a igreja com lindas vozes, masculinas e femininas.

Fecho meus olhos mas desta vez nao arrepio.
Teria tudo pra arrepiar, sendo o programa da noite renascimento e romantismo.

Uma das musicas me chamou a atençao.
Nao pela beleza mas pelo conteudo:
Conta a historia de uma moça que vai até o jardim colher flores para confeccionar uma coroa pro seu casamento.
Chegando la, ao inves de flores, so encontra alecrim.
Sente um mau presagio:
alecrim é a flor dos mortos.
E acaba por saber que seu noivo tinha morrido.
Assim mesmo faz a coroa... mas mortuaria!

Lindissimo e inspirador pra um concerto romantico!
E eu estava la.
Ao lado de uma amiga que nos ultimos tempos nao tem sido a rainha da felicidade.
E eu? Dizer o que?

Bon Anniversaire!

Thursday, January 19, 2006

O Leao e o Menino


(Inspiraçao livre de um sonho)

Era um menino normal.
Como outros tantos.
Apesar de que eu nunca achei normal que uma criança perambulasse pelas ruas, sem pais, sem responsavel, sem lar.
Pés descalços, seus 10, 11 anos.
O menino estava la.
Largado.
Tinha nos olhos um brilho, que outros companheiros de destino nao tinham.
E chegando + perto, pude perceber que o menino, sentado no meio fio, ainda sorria.


Ao seu lado, um bicho peludo, talvez um grande cachorro daqueles que partilham a miséria humana.
Sarnento, feridas abertas.
Um ar gentil.
E quando sento proximo aos 2, puxo conversa.
Olho o menino e o cao.
Mas noto que o cao grande é um gato.
Nao um gato qualquer: um leao!
O tamanho, apesar de nao ser dos maiores, lembrava de um jovem felino.
Acho que a estatura pequena era devido a desnutriçao.
Juba? Nao sei se um dia chegou a conhecer uma.
Amor e carinho, talvez so viesse a conhecer agora, ao lado do menino.

Convidei-os pra caminhar um pouco.
O menino tinha nas maos uma corrente, nao muito grossa, que segurava o pescoço do animal.
- Ele tem que andar amarrado.
Explicou -me.
Mas quando estao sozinhos, larga a corrente e o amigo peludo corre.
Parece um gatinho brincando!

Passamos por ruas desertas.
Outras nem tanto.
As pessoas parecem ignorar nossa presença.

O menino para de repente e sugere que mudemos de rumo.
Vejo do outro lado da rua, 3 outros meninos em semelhante condiçao.
Mal trapilhos, conversando.
Meu amiguinho nao quer se aproximar.
Pergunto porque e, antes mesmo que ele responda, me aproximo dos garotos.
Puxo conversa.
Dali a pouco estamos todos andando juntos.
As crianças, o gato gigante e eu.

Nao posso deixa-los na rua.
Entao vamos todos pra minha casa.
Encontramos meus pais.
Partilhamos a mesa e a refeiçao quentinha.
Agora todos vivemos no mesmo teto.

Antes que eu esqueça.

Perguntei ao menino de onde veio aquele leao.
Ele me explicou que tinha um circo ali perto.
Onde ele costumava passar escondido pra ver os bichos.
Notou o velho leao amontoado no canto da jaula.
Um homem sentado num banquinho ao lado fumando tranquilamente seu cigarro de palha.
Distante em seus pensamentos.

O menino, vence o medo e pergunta:
-O que tem esse pobre leao?
- Filho, é leao velho.
O circo parte amanha mas vamos abandona-lo na estrada.

-Mas por que? quer saber o menino.
- Esse bicho ja nao serve pra nada.

Corajoso, o menino responde:
-Fico com ele!
- Ora essa! Que vai fazer com um velho leao? O bicho ta + morto do que vivo!
Carne e osso, + osso do que carne...

- Quero assim mesmo!
-E paga quanto por ele? perguntou o homem, so pra se divertir um pouco.
Afinal, anos de estrada, vida sem rumo.

O menino baixa os olhos.
Mas instantaneamente salta e responde:

-Nao tenho dinheiro mas tenho um radinho de pilha.
As pilhas estao gastas mas voce podera repo-las!
Aceita a troca?

Contando essa historia, o menino me mostra onde morou semanas com o amigo-leao.
No meio de panos velhos e um colchao manchado, tira debaixo da cama (se é que esta merecia o titulo de cama) as pilhas enferrujadas.

Acariciando o pescoço do bicho, ele sorri:

- Perdi um radinho mas ganhei um grande amigo!

Wednesday, January 18, 2006

BouBou Le Chat



Nao é o meu local preferido de trabalho.
Uma garagem improvisada como atelier.
Esculturas bizarras de mulheres nuas e deformadas.
Mal tem espaço pra pensar la dentro.
Mesmo assim, aceito.
Pagam mal é verdade.
Mas sou sempre gratificada pela companhia de Boubou.

O Antigo Egito deixou suas marcas.
Porte nobre.
Orelhas pretas, finas e pontudas.
A direita, com um furo que passa até um brinco.
Vestigios das argolas egipcias?

Corpo esguio.
Fino e rigido.
Cauda pontiaguda. Preta como a cara.
Bigodes de nylon branco.
Meias e luvas escuras.
O Rei do Nilo!

O Chat Boubou nao pensa 2 vezes, antes de se instalar do lado da estufa.
Pode ser nos meus pés ou em cima de mim.
Que importa!
O importante é estar quentinho.

Claro que ele prefere que eu fique imovel.
Pra que ser perturbado em pleno soninho?

Esses dias, sem querer , juro que foi!, esmaguei a sua pata.
Acho que foi com meu joelho, nem vi.
So ouvi o forte miado.
E se Boubou falasse como os homens, ja teria me dito impropérios.
Ofendido, mancando um pouco, se aproxima da porta e pede pra subir até a cozinha.
O cheirinho de comida nao engana.

E se a vontade for de tormar ar fresco, ai, a independencia é garantida!
Nada que um pulo na maçaneta da porta nao resolva!
Pena que so vale pra sair.
Quando bate o frio do inverno la fora, o jeito é miar!

Quem resiste ao par de olhos azul turquesa?
Boubou sabe o charme que tem.
E se garante!

Saturday, January 14, 2006

O Sonho de Esmeralda



Verde.

Sim, os olhos eram verdes. Ainda me lembro deles e das tais lagrimas que teimavam em cair.
Ela nao temia esconde-las. Talvez mesmo até se orgulhasse delas.
Por que sera?
Enquanto certas pessoas insistem em se esconder atras de mascaras de papelao. Outras expoe os labios ao publico e facilmente mostram o que tem por tras do sorriso.
Dos olhos verdes.
Sim, agora tenho absoluta a verdade daqueles olhos.
Eles nunca deixariam de contar o que estava la.
Esteve desde o primeiro dia, o primeiro brilho, o desespero.
Porque o tempo nao enganou-a.
Nao, era tudo o que ela imaginou que fosse.
O sentido era esse ai.
Nao teria como enganar-se.
A vida se foi, os sonhos, as ilusoes, as quimeras.
Mas esses olhos nao.
Eles ficaram ainda + verdes quando a verdade se mostrou.
Entao era ela!
Todo esse tempo acreditamos que nao fosse.
Mas era... é ainda.
E nao deixara de ser ela.
Eu acredito:

Esperança.

Monday, January 09, 2006

Os Outros e Eu



La fora o sol corta a fina bruma de inverno.
Deixando os pombos menos arrepiados com o vento frio.
As pessoas passam apressadas.
Os dias passam voando.
As folhas secas e os galhos tortos.
Os outros e eu.

Um gatinho macio esquenta meu colo.
O pelo fofo, os olhos amarelos.
Meu capuccino esfria ao lado do computador.
Conto os segundos pra recomeçar meu dia.
Tentar esquecer as noites de chuva
O sonho marrom.

Tenho mensagens a ler, telefonemas a fazer, listas a por em dia.
A hora passa preguiçosa.
A preguiça sou eu.

Os pedestres cortam as ruas em todas as direçoes.
Os homens consertam tubos de gas.
As velhinhas atravessam as calçadas lentamente com seus carrinhos.
O tempo nos acompanha.
E depois ainda acreditamos que estamos a sos.

Uso menos produtos quimicos.
Apago as luzes.
Consumo comida organica.
Fecho as torneiras que pingam.

E os outros, o que fazem enquanto isso?

Talvez o mesmo que eu.
Talvez poesia ou ginastica.
Talvez sexo ou brigas com o chefe.

Deixo passar.

E o que interessa neste momento sou eu.
Eu comigo e com o outro.
O capuccino que esfria na mesa...

Thursday, January 05, 2006

Esse Estranho Objeto...



As ruas de Paris sao sujas.
Isso é fato!
A culpa é de todos.
Todos que se fazem de distraidos e deixam cair no chao o papel sujo, o ticket de metro usado, a sacola da Tati, a embalagem do McDonalds.
Sem contar os milhoes de toquinhos de cigarro.

Claro que isso tudo nao é perigoso.
Perigosos sao os vasos de planta que cometem suicidio das janelas nos dias ventosos.
Acho que se deprimem com o ar em movimento!

Mas eu sinto uma tristeza profunda no pos-noel.
Caminho pelas ruas frias e encontro os pinheirinhos abandonados.
Secos, sem vida...

Tras de volta uma lembrança de um livrinho que eu li quando criança.
Numas férias ensolaradas na praia de Rainha do Mar.

Era a historia de um pinheirinho que numa floresta de pinheiros enormes, se sentia minusculo e inutil.
Seu sonho era ser um pinheiro de verdade: grande, vistoso.
Até que um dia os homens chegaram e o cortaram.
Foi levado pra uma casa onde varias crianças o esperavam.
E ele se sentiu amado la.
Foi decorado com luzinhas coloridas, bolinhas espelhadas, enfeitezinhos e ao seu pé, varios presentes.
Sentiu-se especial e pensou:
-Quem vai querer ser um daqueles grande pinheiros, se posso ser aqui o + bonito, o + cortejado?
E naquela noite ele foi realmente feliz!
Mas os dias foram passando e ele notou que o interesse das crianças diminuiu.
Sua vitalidade também...
Os galhinhos murcharam, as folhas escureceram.
As bolinhas eram agora pesadas d+ pros seus raminhos.
E um dia a decoraçao que o cercava foi retirada.
E ele proprio foi retirado da sala também.
E jogado no meio fio...

E depois chamam isso de historinha pra crianças!
Sou traumatizada até hoje.Confesso.
Ainda + quando vejo tantos pinheirinhos abandonados pelas ruas.
Imaginem so: até sacos plasticos feitos especialmente para época, e vendidos em beneficio de "obras de caridade", ja existem!
Sadismo puro!

Entao lembro que tudo isso aqui é so pra contar das extravagancias dessa cidade.
A luvas sem par que esperam em vao o retorno do dono.
Rolam pela calçada ou nos parapeitos das janelas e bancos de metro.

Outro dia vi uma beringela abandonada.
Coitadinha!
Uma alma caridosa a encontrou e colocou-a em cima da caixa de luz.
Poderia o dono passar por ali a procura dela...

Mas, dores das dores, foi encontra-la na terça feira passada..noite fria...fim da linha do metro.
O corredor de onibus vazio.
Atravesso a rua e dou de cara com ela:
esse estranho objeto.
Quem teria tido a coragem, ou melhor, a covardia, de abandonar em pleno corredor de onibus, uma longa cabeleira castanha?

Pobre peruca.
Morte solitaria...

Sera mesmo que perdeu a cabeça?

Tuesday, January 03, 2006

Eu e os Gatos



Se voce me encontra na rua, de chapéu preto ou touquinha colorida, talvez repare em detalhes extravagantes.
Esses detalhes que, chegando bem pertinho, nao tem como nao notar ou mesmo querer tocar.
Pretexto ou nao, toque-me.
Mas se achar estranho que esses pelos bicolores nao se parecem em nada com meus longos cabelos castanhos claros, nada de mau!
Nao sao meus pelos que caem de tantos problemas que aparecem.
Sao meus clientes peludos que nao me deixam.
Ainda bem!
Porque graças a eles: Plomo, Ouragan, Bianca, Sushi ( e a falecia Yuka), Jaspa, Miel, Rocky e Minette, consigo pagar parte das minhas contas.
Nem todos sao amigos felinos.
Os caninos também contribuem.
E Gatha e Mia so tem a agradecer por terem sempre a tigelinha cheia!

Mas, pondo os pelos a parte, nao nego que a companhia desses amiguinhos me agrada.
E muito!
Sao meus colegas de férias e feriados.
Alguns amigos de verao, outros de inverno.
Passeios sao divertidos, mesmo tendo que carregar na bolsa sacos plasticos e papel toalha.
Afinal, se Paris é suja, nao sera + ainda por minha causa.
Nem por causa dos meus peludos!

E assim vou passando. Encontrando gente apaixonada como eu.
Gente sozinha, gente acompanhada.
Gente velha ou jovem.
Estudante ou aposentada que participa ativamente deste mesmo amor.
O amor incondicional pelos animais.

Ai, aproveito pra deixar aqui um segredo.
Sobre as minhas plantinhas...
Sei, nao.
Acho que elas merecem uma descriçao a parte.
Mas fica pra proxima.

Plomo e seu peixinho congelado me esperam.