Wednesday, May 31, 2006

Madrugada Esquartejada



Ontem a noite, fui ao cinema com uma amiga assistir Volver, do Almodovar.
Um filme de mulheres para mulheres.
Até me lembrando um pouco um filme ingles que vi esses dias: Keeping mam'm.

Mortes e comidinhas temperadas.
Basico.
Humor negro daqueles.
Adoro!

Cheguei a meia noite em casa.
Banho, louça na pia pra lavar, sangue de sardinha no chao da cozinha, comida pras monstrinhas peludas...nao necessariamente nesta ordem.

Às 3h o despertador tocou.
Preparativos pra viagem porque o taxi passaria as 4h.

Nem me mexo.

Mas o relogio despertador vai viajar junto.
No escuro, alguém se metendo embaixo da cama pra desligar da tomada.

Muito barulho por nada!
Nao conseguiu.

Mandei acender a luz.
Depois voltei a dormir.

Dali a pouco sou acordada com um tchau.

Uma gata do lado do meu travesseiro, outra metida atras dos meus joelhos.
Tento dormir de novo.

Às 4h15 ouço um estouro de vidro vindo da rua.
Gatos saltando e eu junto.

Dou um pulo da cama e olho pela janela.
Vejo um cara correndo de jeans e moleton, virando a esquina.
Sera sonho ou vi mesmo?

Deito de novo.
Tenho uma crise de espirros que me entope o nariz.

Levando pra pegar a caixa de lenços.

Deito e durmo.

5h40 o telefone toca e eu pulo da cama com o coraçao na boca.
Quem faria isso comigo?

A essas alturas ja dou saltos ornamentais!

Do outro lado da linha, no aeroporto, me ligando pra contar que o amigo , que ia junto, esqueceu em casa os documentos e nao pode viajar.

Alias, a primeira coisa que me perguntou foi:

- Ja ta quase saindo pra trabalhar?

Detalhe: eu so começaria a trabalhar as 9h30!

As 8h meu despertador toca.

Junto meus pedaços e vou trabalhar.

Quem precisa de um Almodovar pra uma noite assim: suspense, drama e comédia.

Olheiras sem fim.

Sunday, May 28, 2006

La Belle Dame sans Merci


Living in Dreams

Eis me aqui ou talvez la.
Sorrindo, sorrindo pra ti.
E a esperar.
Que teus beijos tomem novamente conta dos meus labios

E as doces caricias dos teus pelos no meu seio.
A flor da tua pele a boca acesa.
Desejo, desejo.
Tuas voz me eleva aos + altos morros.
Os ventos uivam
E eu nao consigo calar.

Grito teu nome
Teu nome e meu beijo

Tendo em mente e em carne
teu corpo sobre o meu desejo vivo
Vivo pra amar-te
amo-te pela vida
Alma minha
tua gemea aqui esta
flores numa coroa que protejo
Beijos e beijos quanta doçura.

Essa boca que a tua a minha boca
a minha a nossa vontade.
Voce e eu onde ninguém + conseguiu chegar.

Amo-te, amo-te a vida.
Jamais a morte.
Meus pensamentos seguem sempre pra tua porta.
Entrando pela janela.
Tua cama meu corpo
teu corpo minha fortaleza.
Eu tua sempre +

A fada e o sapo.
O sapo e o beijo
Abobora e a luz do firmamento.
Pegue-me em teus braços
e me faça tua pela eternidade...

Infinito do teu olhar.

Thursday, May 25, 2006

Bichin Carpinteiro



E nao é que o diabinho nos pega pelo nariz!
Pega pela garganta, pega onde e como for possivel!

Gripe!
Acontece!
E sempre acontece quando baixamos as defesas.
Baixar defesas?

Sim, baixar a guarda e deixar que pensamentos tristes se aproximem e tentem comandar a gente.

Nao quero, nao vou, nao deixo!

Quem manda nos meus desejos, vontades e atitudes sou eu.
Ai, caso faça errado, sou somente eu a responsavel.

A gente sempre acha + facil dizer que a culpa é do outro.
A culpa é da chuva, do vento, do sol (culpas meteorologicas)
A culpa é do pai, da mae, do tio, do filho (culpas familiares)
A culpa é da azeitona, do salgadinho, do queijo fedido (culpa gastronomica)
A culpa é do relogio, do calendario, da segunda-feira (culpa temporaria).

Nao!
A culpa é total e inteiramente minha.
Porque se faço, devo responder.
Deixo a peteca cair.
Entao so eu é que posso levantar.

E depois de quase desidratar pelo nariz e renovar meu estoque de lenços de papel, quero e vou acordar amanha 100% !

E como dizia minha mae:
Problema dormido é problema resolvido!

E quem souber onde encontro flores de malva que me avise.
Acho que estao em falta no mercado.

Sunday, May 21, 2006

Veggie Pride Paris 2006

Friday, May 19, 2006

Um Coraçao Tao Bom



Quase fui as lagrimas.

E foi de emoçao por sentir que ainda existem coraçoes humanos neste mundo.

Foi assim e nao apenas hoje mas nas outras vezes em que precisei visita-lo.

Eu faço isso.
Digo pras meninas que vamos visitar o doutor, que ele é amigo e so quer ajudar.
Pra garantir que nao haverao pequenos arranhoes, corto as garrinhas e explico que tudo vai ficar bem.

2 caixas de transporte, 2 gatos quase acostumados ao "passeio" e la vamos nos.
Pegamos o elevador, abrimos a porta da frente do prédio, travessamos a rua e voilà!

Estamos na "casa do doutor".
A secretaria agora é minha amiga, dei até uma fitinha do sr. do Bomfim pra ela.

E as meninas ja sao velhas conhecidas.

O doutor tem bom coraçao.
A secretaria pega a Gatha no colo, da carinho e tem direito até a uma escovadinha de pelo.

E por falar em pelo, o delas esta cada vez + macio, graças a levedura de cerveja:
de manha eu como cereal, elas levedura!

O doutor brigou comigo de inicio:
ele nao acredita em homeopatia e eu nao voltei 1 mes depois que acabou o remédio pra fazer o exame de sangue.

Depois da bronca ele examia as 2, pesa e percebe que a dupla engordou.
Da-lhe sardinhas!!!

Mas ele sabe que a verba é baixa, por isso, so apareço quando o bolso permite.

Doce dos doces, ele diz:
-Nao sera por isso que vou deixar de atende-las.

Em outras palavras, pode pendurar a conta até o proximo RDV.

Saio de la com os exames, um pacote de comprimidos e um colirio.
As gatas saem de la contentes:
nada como voltar pra casa!

Eu saio de la + leve, no bolso e no coraçao.

Pessoa tao boa.
Me deu um descontao!

Merci, Docteur!

Tuesday, May 16, 2006

Nupcias de Sangue



Alguém ja notou como certas situaçoes na vida da gente parece acontecerem sob medida?
Nao quero dizer que devam ser sempre boas ou ruins.
Mas parece mesmo que alguém fez de proposito.

Bom, foi asssim, ontem.

Eu ja tinha encontrado essa menina fazia um tempo.
Uns 2 meses talvez.
O assunto rolava sempre no mesmo tema:
O casamento.

Afinal, faz 1 ano que ela prepara tudo, perfeitamente, nos minimos detalhes, pro casorio.
Ela é da Hungria, acho, ou um desses paises da europa do leste.
Que isso quer dizer d+?
Absolutamente nada.
Ja que esse comportamento nao é tipico de nenhuma nacionalidade
mas de uma raça:
Humana (de novo e sempre).

Ai foram-se passando 2 horas escutando a mesma historia.
A festa, os sogros, o bolo que nao vai ter, os convidados, o hotel e a igrejinha no interior de seu pais.
A viagem de trem até la, as comilanças...

Sim , ai esta o ponto onde quero chegar.
Como a propria disse, nao havera bolo porque as comidas serao fartas e pesadas.
Muita carne, muito frango, vitela, porco, boi,...
Entao, pra completar o vinho, e uma segunda rodada de comida.
Festa estilo banquetao mesmo!
Carnes, carnes, carnes, carnes...sangue.

Meu estomago ja virava do aveso e dei graças a Deus por nao ser uma das convidadas.
Direito de cada 1 organizar uma festa, durante 1 ano, gastando sabe-se la Deus quanto.
E entao, festejamos o casorio com o massacre desses animais.
A alegria é dela.
Mas e quantas vidas desperdiçadas pra satisfazer o paladar de uma unica noite?

O enjoo de novo.

Ela diz que vai passar a lua-de-mel no VietNam.
Ai aproveito pra fazer propaganda de um dos lugares + magicos que ja visitei.
Falo das pessoas, cidades, comida...(vide Diario do VietNam no meu outro Blog).
E completo dizendo:

-Talvez voce se choque porque la os restaurantes servem muitos tipos de carnes (sapos, serpentes, cachorros...)

Quem mandou eu querer ser simpatica?
Sabe a perola que saiu dos labios da noivinha?

-Eu nem ligo pros animais.
Quanto a isso, nao é problema.
Tenho horror a bicho!

Acho que nesta hora, mesmo sem poder me mexer, devo ter ficado com cara de camaleao, mudando de cor, do verde ao roxo!

E Gerard, com todo o senso de humor tipico, tenta remediar a situaçao dizendo que ela pensa assim porque vem do campo, onde animais sao tratados como coisas, objetos...

Aproveito a deixa e digo que morei durante 10 anos, praticamente num lugar assim e que adoro animais...

Ele corta a conversa e muda de assunto antes que...

Bom, sangue frio nessas horas ajuda.
Imovel, pensamento tentando entrar em ordem e pensando: pobre criatura essa ai na minha frente.

Dali a pouco passam umas crianças brincando e correndo pelo corredor.

A noivo solta + um comentario.

E Gerard pergunta:
-Voce também nao gosta de crianças?

Adivinhe a resposta?

Ela sente muito que, infelizmente, haverao crianças também na sua festa.

Que tal transformar esse casorio em algo diferente?
Deixo pra cada um a opçao que desejar.

Felicidades e consciencia (principalmente) aos noivos!

Friday, May 12, 2006

Natureba



Ainda em relaçao a minha escolha de vida-saude, volto a falar em tratamentos naturais.
Fitoterapia, argiloterapia, cromoterapia, fluidoterapia.

Homeopatia.

Aqui em casa, as gatas e eu optamos por uma vida + bio.
Todas as 3 na homeopatia!
Iupi!!!

E hoje me dou conta de que homeopatia também existe em relaçao aos sentimentos.
Amor em doses homeopaticas, dor em doses homeopaticas.
Pequenas gotas de tortura psicologica.
E assim pensamos, no caso de descrença, que gotinhas nao fazem milagres ou causam estragos.

Engano.

Pequenas doses de amargura causam danos a longo prazo.
Uma gotinha hoje, outra amanha, outra na proxima semana ou mes...
Corpo se corroendo, ferrugem.
E la se vai a saude saindo lentamente, em gotinhas, claro.

E nao tem quem possa decidir continuar ou interroper esse tratamento.
Afinal, a vida é feita de escolhas.
As escolhas vem com o preço embutido.
Paga quem quer.
Levou a mercadoria pra casa, sem prazo de validade ou devoluçao.

Tai a minha homeopatia.
Os meus dias contados em conta-gotas.
Os anos lentos na ampulheta do meu tempo.
A vida de risos e lagrimas (em gotas, é claro!).

Vamos seguindo em frente.
Medicina doce, medicina lenta.
Efeito a longo, longuissimo prazo.
Mas sempre o efeito.
E as vezes colateral.

Fui, vou, continuo.
Até onde o corpo aguentar e o ser pensante funcionar.
Se explodir, fazer o que?

De gota em gota, o copo enche.
Enchendo, transborda.

Entao é melhor eu ir dormir.
Tomo minhas gotinhas e la vou eu.

Gotas de sonho e esperança nunca fizeram mal a ninguém.

Thursday, May 11, 2006

Ser Humano: Orgulho ou Vergonha?

http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u925.shtml

Estou lendo este livro ai de cima.

Comecei a leitura antes de dormir. Tive uma noite horrorosa mas a culpa nao foi de Peter Singer. Tive nauseas e vergonha de fazer parte da raça humana.

Ainda estou no inicio da leitura mas mudei meu horario e agora so leio a tarde. A cabeça gira e o pensamento nao para.

A palavra que me vem a mente e aos labios é VERGONHA, VERGONHA, VERGONHA...

Nao vou entrar aqui em detalhes sobre os experimentos ditos "cientificos e em beneficio da humanidade". Nem vou falar dessas coisas todas, nem defender meu ponto de vista vegetariano e meu indiscutivel amor pelos animais e pelo direito deles.

Esses dias recebi um email que mistura ficçao e realidade. O assunto era sobre o que o homem faria no momento em que todos os animais fossem embora. Entao a sugestao foi de utlizarem-se bebes como substitutos. Afinal, bebes nao falam, nao reclamam dos maus tratos, nao tem ainda um nivel intelectual tao elevado, tem a carne macia...e por ai vai.

E acreditem que alguns cientistas usam essas alegaçoes para os maus tratos e experiencias com animais. Peter Singer sugere o mesmo motivo deles nao estarem usando crianças deficientes ou orfas.

Por que? Quem estaria la para defende-las?

Parece que o homem so se sente realmente tocado quando se fala da sua proria raça.

Eu disse raça?

Ora, e os preconceitos contra negros, indios, judeus, arabes, deficientes fisicos ou intelectuais, e...?

O homem, dito ser pensante, que anda com um par de pernas e tem um cerebro que recheia sua cabeça, pensa em que exatamente:

No seu proprio bem-estar, nas suas posses, no seu status, no seu sucesso.

E como chegar até la?

Simples assim. Passando por cima de tudo e de todos. Pelo bem da ciencia e da humanidade.

E pelo amor de Deus, nao vou entrar no mérito das religioes. Mas acredito que ja faz um bom tempo que o periodo de sacrifios humanos e animais caiu de moda neste mundo.

Pensemos, Amigos:

Queremos ou nao fazer parte, mesmo como testemunhas mudas deste Holocausto diario?

Assunto indigesto, eu sei, mas pra refletir antes de deitar a cabeça no traveseiro e tentar dormir novamete...

Saturday, May 06, 2006

Os 2 Pequenos Aventureiros do Pere LaChaise



Tarde quente num mes de agosto.
Paris em férias.
Melhor época do ano pra curtir de verdade essa cidade.

E por que nao um passeio ao ar-livre?
E por que nao um museu de arte funebre?

O cemitério do Pere LaChaise é muito + vivo e movimentado do que certas ruas de Paris.

Entao, minha amiga me telefona varias vezes nesta tarde quente, tentando me convencer a acompanha-la.
Vencida a preguiça, marcamos um encontro às 15h na entrada do cemitério, em frente ao metro.
Com um pequeno atraso, ela chega afobada.
Celular numa mao e carrinho com seu bebe na outra.
Tao distraida, acho que lhe tiraram pra turista.

Nao so lhe tiraram pra turista como lhe tiraram a carteira, com cartoes de crédito e documentos, da bolsa.
E enquanto ela liga pro banco, naquela burocracia sem fim, aproveito pra conversar com seu bebe que de tao tranquilo nem notou o que se passa ao redor.

Tudo em ordem e entramos, com carrinho de bebe e tudo, em pleno Pere Lachaise.
Sorte que o bebe nao pode falar e reclamar das chacoalhadas do carrinho em atrito com o calçamento do cemitério.
E entre tumulos, esculturas, arvores, trocas de fraldas e mamadeiras, nem sentimos o tempo passar.

Até que um funcionario de moto passa buzinando e nos manda embora.
Ja passa das 18h e é hora de fechar.

Pensa que morto do Pere Lachaise nao merece descanso, nao?

Somos obrigadas a pegar a saida + longa.
Tudo bem, pra quem caminhou e empurrou carrinho durante quase 3 horas sem sentir o tempo passar, isso nao é nada.

Mas é nesta hora que a aventura começa.

Entre o muro exterior do cemitério e a calçada, existem plantas, arbustos e um cercadinho de proteçao.
E se nao bastasse ver dentro do cercado um "pobre" mendigo fazendo pipi, caminhamos + um pouco e encontramos um par de gatinhos amarelos e tigrados.
Dois pares de olhinhos azuis e miados esganiçados.

Mas onde esta a mae deles?
Nao esta.

Nao podemos deixa-los.
Afinal, minha moral de militante pela causa animal nao poderia ser arranhada.
Nao poderiam ficar sozinhos assim.
E se pularem a cerca e atravessarem a rua movimentada?!

Minha amiga pega o mesmo celular que ligou pra bloquear os cartoes.
Agora ela liga pra prefeitura e tenta achar um refugio pros bichinhos.
Claro que às 18h15 ninguém + responde ao telefone.
Que fazer entao?

Começamos a chama-los:
pssii, pssiii, vient petits chats, pssiii....

Miadinhos finos, olhinhos arregalados e muito medo.
A essas alturas as pessoas que passam pela calçada ja começam a parar pra saber o que as 2 loucas com um bebe no carrinho estao fazendo.

Para uma moça e la começam os palpites.
Nao podemos deixa-los assim.

Minhas preces sao ouvidas quando um casal de adolescentes passa.
Ela loirinha de cabelo comprido, com carinha e olhos de gato, ainda por cima.
Ele com boné e manta no pescoço, em pleno verao!

Uma luz de esperança se acende.
Vou ficar com eles, diz a menina.

Proponho ao rapaz que va ao florista ao lado do cemitério e peça uma caixa de papelao.

Enquanto isso, a louca aqui, de vestido até o joelho, decide pular a cerquinha, que é da altura da minha cintura, e enfrenta os espinhos dos arbustos.
O publico se diverte.
E la estou eu, toda espetada, caçando 2 gatinhos orfaos!

O 1° foi + facil de salvar.
Pelo eriçado, garrinhas fincadas nas minhas maos, coraçaozinho aos saltos.
Falta agora salvar o outro.
E a muito custo, convenço o rapaz de boné a pular o cercado pra salva-lo.

15 minutos se passam e os 2 gatinhos agora estao juntos.
A caixa de papelao nao tem tampa.
Proponho que ele tire tudo da mochila, coloque suas coisas na caixa e deixe a mochila pros gatinhos.
Com certeza estarao melhor la dentro.

Missao cumprida!

A menina pede meu telefone e diz que vai me mandar noticias dos gatinhos.
Pergunto o seu nome:
Julienne
(le petit ange des chats!)

Wednesday, May 03, 2006

Maestro, Qual é a Musica?



Fazendo uma retrospectiva desta minha vidinha, do inicio até os 31, tenho notado estranhas coincidencias.

Apesar de nao acreditar nelas.

Morei na casa da minha avo materna, onde tinha um piano, ja desafinado pelo tempo.

Saindo de la, fui morar em uma cidade, quase fazenda.

E ao lado da minha casa meus vizinhos ensaiavam uma banda de rock.

Guitarra e bateria todo o final de semana.

Passei de la pra um apartamento, em Porto Alegre, onde minha vizinha do andar de baixo dava aulas de canto, com o auxilio do seu piano.

E ainda tinha direito a serenata de Natal dos seus alunos.

Sai de la e cai num apartamento que , antes de mim, fora habitado por um musico. Ja nao me lembro o que ele tocava...

Algumas mudanças depois e ca estou em um 5° andar, ao som das aulas de piano da menininha asiatica que mora no 6°.

E faz pouco, descobri um vizinho de janela que toca guitarra (ou sera um baixo?) na sacada.

Eu, entendidissima que sou de musica e instrumento, so toco uma coisa:

Esses teclados aqui.

So pra escrever alguma bobagem e deixar o tempo me levar + depressa...