Friday, June 30, 2006

Era Uma Vez...



Um americano
Uma indiana
Um casamento em Toscana
Num castelo de contos de fadas.

No meio do jardim um altar.
Um colar de flores vermelhas pra ele
Outro pra ela.
Uma fita prateada longa
2 alianças que passam de mao em mao
Desejando votos de amor aos noivos.

Flauta e violao.
Uma cançao dos Beatles.
Madrinhas em azul turquesa
Padrinhos que fazem discursos emocionados
Vontade de chorar
Felicidade alheia
Eu simples mortal
Testemunha, espectadora

Quando eu crescer quero um sonho desse pra mim.
E pensar que ele,
jogador de RPG,
de la tirou toda essa fantasia.

Um amigo celebra esse momento
As cigarras cantam
O vento é morno
No meio das arvores
Num lindo jardim de sonho italiano

Somos tao pequenos diante do amor

Um dos amigos disse:
"Pois nao é que eu perguntei pra ele, o que foi que ele viu nela.
Ele me disse que ela transforma a sua vida.
Faz com que ele se sinta vivo, respire."

Lindas palavras
E eu pensando com meu traje vietnamita...
Também quero viver, também quero respirar

Em Chuisi, Venezia, Hanoi
Qualquer lugar...

Beijamos sapos,
Viramos aboboras
Bruxinhas descabeladas
Cavaleiro negro, fantasmas

Quem sabe um dia
O dia sera o nosso
Dia

I'm still waiting foR an angel

Sunday, June 25, 2006

Isaura - Escrava Branca Moderna



Esvaziando a maquina de lavar roupas e fazendo reflexoes domesticas.
Começa assim meu domingo chuvoso de verao, Paris.

A manha foi tranquila e o passeio com meu cliente peludo rapido.
Mesmo de capa de chuva, nao senti os pingos no meu rosto.
As ruas umidas ainda, as plantas + verdes e "limpas" com menos poluiçao.

O Furacao vai passando e arrancando as ervas daninhas que insistem em nascer entre os muros e calçadas.
Eu aproveito pra dizer bonjour aos passarinhos e pombos.
Contar os segundos do meu tempo lento
e me arrastar de volta pra casa:
pra maquina de lavar roupas.

E de retorno, tiro as peças brancas de dentro: pijamas, lençois, toalhas e calcinhas...
Pego a minha trouxa, A Trouxa
e caminho arrastando as havaianas até a sala de banho.

Meu varal-terapeuta la me espera e é com ele que faço minhas + profundas reflexoes.
Todas as confidencias pra ele
enquanto os prendedores coloridos de plastico cumprem a sagrada missao de carregar o peso das minhas roupas.

O sabao e amaciante ecologicamente corretos também cooperam.
Meus pulmoes + leves.
Pouca falta de ar.

E a cama por arrumar, berçando um gato que nem liga se preciso sacudir travesseiros e lençois.
Nem se mexe, suspira e continua a roncar.

A geladeira quase vazia e a preguiça de pensar em ir ao mercado.
O fogao sujo de molho.
A pia com a louça basica do café da manha.
As manchas de sardinha de novo.
Os pingos de chuva na vidraça.
O gato do vizinho de coleira, passeando pelo gramado.
Sem escapar.
De olho nos passarinhos.

Vejo o reflexo no vidro do predio em frente.
Dois pombos namorando.
Eu olho o céu e namoro a liberdade.
Um voo solitario rumo ao Atlantico sul.

Isaura lava louça, arruma cama.
Nao passa roupa mas passa o tempo a pensar...
O que faria Isaura sorrir de novo, quando as janelas precisarem de sabao.
Os dias precisam de sol, os invernos do teu calor.
Os sabados e segundas, e terças e todos os outros dias solitarios.
Os pensamentos fugindo pelos vaos das portas.
Isaura vai, Isaura vem.
Decide-se por partir.

Coraçoes partidos vao e ficam.
Todos os dias em todos os predios da vizinhança.
Quantos andares de riso e solidao?

Ouço Flora aos gritos com a mae.
Enquanto isso Miel late, como se tentasse acalmar os animos.
Os dias seguem.
Eu sigo.
Persigo mes sonhos.

Isaura passa bem, obrigada.

Isaura deixa a senzala e segue de volta pra sua casa-grande:
o coraçao do Senhor.

Saturday, June 24, 2006

2 night




Esta noite
Antes de dormir
Tome um banho morno
um taça de cha
um cookies

Esta noite
Antes de dormir
Deixe a janela do teu quarto aberta
e um bilhete na porta
not disturb

Esta noite
antes de dormir
Levante teus olhos pro céu
e peça
deseje sem limites

Esta noite
Antes de dormir
Sorria
feche teus olhos devagar

Esta noite
Antes de dormir
cubra teu corpo com um lençol fininho
deite a cabeça num travesseiro macio
acaricie um gatinho

Esta noite
Antes de dormir
suspire
respire fundo
encha os pulmoes de ar fresco

Porque nesta noite
assim que voce dormir
eu chegarei de mansinho
trancarei a porta do quarto
meia volta de chave na fechadura
meio beijo na tua orelha

Porque nesta noite
assim que voce dormir
eu cobrirei teu corpo com minhas asas
protegerei teus sonhos
e se assim voce permitir

Nesta noite
depois que voce dormir
estarei do teu lado
pra de la nunca + sair.

Friday, June 23, 2006

Um Dia Perfeito



Pode ser em junho, março ou abril.
Setembro chegar, a ser o mes de antes ou depois.

Pode ter chuva mas se o céu for claro, ainda melhor.

Um dia perfeito é um dia-beijo.
Um abraço apertado
Um suspiro perto do ouvido.
Um par de maos em torno da cintura.

Barriga branquinha
Pernas longas pernas cruzadas.
Vestido de florzinha.
Selva e mar.

Dia perfeito
Dia de chocolate
Cookies
Jujubas
Maça e social club

Com muito mel
e doce de sorriso

Um céu e um mar apertadinhos num abraço
Gostoso

Uma lua também pode aparecer pela janela
E a janela estando aberta
faz entrar a brisa do teu rosto
Nuca e pele arrepiada

Um dia perfeito
um dia em que voce sorriu

Um dia em que eu te contei
O quanto voce transformou
meus dias perfeitos...

Monday, June 19, 2006

Contour Lumineux
















quero atravessar o mar

quero ir além dessas ondas e dessas praias

quero sentir o cheiro do verde, do mato

da grama molhada

quero cair naqueles braços que se abrem como asas

quero sentir arrepios que me percorrem todo o corpo

quero sentir arranhando, meu rosto, minha nuca

puxando meu cabelo

respirando no meu ouvindo

tocando minhas pernas com a ponta dos dedos

quero viver esse gosto momento
esse sentimento novo e forte
ainda estranho pra mim
quero a vida me percorrendo por dentro

quero amor, quero ser e
somente ser

Saturday, June 17, 2006

Fim de Festa



Ja era tarde mas ela nem sabia que horas eram.
Era o final de + um dia.
Um dia sem descanso sem sossego.
Nao apenas o corpo mas o coraçao disritmado.

Tranquilidade e paz de espirito, que é bom, nada.

Ela sofria assim daquela falta de ar constante.
Com a desculpa de asma ou poluiçao.
Dizia pro cara do posto que nao era nada.
Trocava o oleo do carro e virava a esquina com as maos no bolso.
A blusa desbotada, o par de tenis de sola gasta.
Sorria de doer.
Doia fundo de sorrir.

Mas ela ia, pra frente, as vezes passos pros lados.
Outros pra tras.
Medo de olhar pra tras, é verdade.
O que foi mesmo que ela deixou la?

Hoje nao + interessa.
As cartas sao papéis reciclados e os livros jazem no fundo do rio.
Volta pra realidade.

Sorriso? o que é isso?
O que é sorrir se os olhos choram enquanto labios se esforçam pra se abrir...
Boca seca, lingua aspera.
Vento no rosto e de novo a falta de ar.

Ela vai, depois vem.
Nao volta.
Afinal, foi prometido.

Dia de reflexoes.
Saudades dos 17.
Que tempo era aquele em que so se pensava em respirar?

De volta ao acaso.
Brilho nos olhos.
Instantes de solidao.

Ela acredita na vida.
E a vida tem sempre nela acreditado.
Deixando pra ela a melhor fatia do bolo.
Resfriado.
Gripe pneumonia.
Que importa.

Fecha a porta, apaga a luz e volta a dormir.

Assim a ela dizia:
Problema dormido é problema resolvido.

Sweet dreams ...

Always

Friday, June 16, 2006

Não passe indiferente!



Não passe tão indiferente
só porque eu não sou gente,
só porque não sei falar.


Também sou um ser vivente,
sinto as dores que você sente
mas não posso me expressar.


Sou um bicho abandonado,
pela vida maltratado,
quase sempre escorraçado,
até mesmo apedrejado!


Vivo sedento e faminto,
ninguém quer saber o que sinto!


Se fico doente e triste vejo logo um dedo em riste.
E vem a sentença fatal:
-Melhor matar este animal!
-Ele deve estar raivoso!


Para sua comodidade vive dizendo inverdade,
fazendo muita maldade,
seu mentiroso.


Mesmo que esteja raivoso,
já foi descoberta a vacina.


Mas para a sua raiva humana,
ainda não existe remédio,
nenhuma medicação,
com toda sua evolução,
na história da medicina!


Você mata o próprio irmão,
faz guerras assalta,
mata com ou sem razão,
às vezes por ambição!


É bem pior que eu,
que chamam de vira-lata!


Olhe bem pro meu semblante:
-Estou triste, apavorado,
pois, a qualquer instante,
posso ser sacrificado!


Mas você não se importa
nem com o seu semelhante!


-Você sim, está doente, egoísta, indiferente.
Mas se algo ruim lhe acontece
logo lembra que há Deus,
chora, reza e faz prece...

mas Deus só ajuda aquele
que de todos se compadece.


Lembre-se do que escreveu
São Francisco de Assis:
-Quem maltrata um animal
jamais poderá ser feliz!


( Elaine Albrecht) - recebi este poema de Maria Yvone

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O que me vem em mente?

Vergonha, vergonha, vergonha de ser humano.

Thursday, June 15, 2006

You R an Angel



Hei, voce!

Esse mesmo que por aqui passa em silencio
que nao me deixa palavras
que nao escolhe os dias pra me fazer feliz.

Voce o ser invisivel do outro lado do mar no meio do nada no encontro do todo.
Do céu e da terra.
Somos nos!

Sim, seres alados que chegaram pra ficar,
pelo menos enquanto as coisas estiverem indo bem por aqui.
Os dias passam + rapidos e as noites sao claras, iluminadas pela luz do teu olhar.

Anjos existem
criaturas invisiveis aos olhos de muitos
tantos anonimos pelas ruas, distraidos que nem notam que la estao eles
prontos pra nos dar a mao.

Sim, aceito se voce deixar, segurar tua mao.
Tocar tuas asas.
Subir, subir, sem limites, sem olhar pra tras e ver todas as dores que la deixamos.
Deixe que as tristezas sejam devoradas pela terra.

Somos espaciais.
Celestinais em nossos pensamentos.
Quero voar do teu lado.
Deixar pra tras o passado.
Sorrir.

Sim , quero ver teu sorriso, quero dividir contigo o que venho a ser hoje.

Futuro, quem quer saber, quem podera saber?
O que nos tem pra dar.

O tempo é agora.
Sorriso teu.
Beijo de anjo invisivel.
Beijo de mar com o céu.
Volta.

Volta pras noites sem fim do teu lado.
Se voce quiser, poderemos nos ver.

Onde?
Nos sonhos, nas nuvens, nas aguas.
Eu grito de um lado e teu eco se faz minha voz.

Céu, céu, oceano.
Vida.

Acordei com + vida hoje.
Um dia cinzento que se completa de luz.
Tua luz.

Longos conversas em noites sem fim.
Dias de paz, descanso em teu sono.
Azul
Ar
Gel
Na
Luz
Sol
e
C'est ça!

Wednesday, June 14, 2006

Juju & a Copa



Poderia começar meu dia reclamando por ter sido mal tratada na loja de material fotografico.
Poderia dizer que a vendedora so nao agride fisicamente os clientes porque entre ela e eles existe um balcao.
Poderia dizer que sempre por falta de opçao acabo voltando la.

Porém, hoje, num dia nublado e de temperatura + amena, vou falar de copa mas sem falar de futebol.
Ja que disso eu entendo tanto quantos as gatas aqui de casa.

Ontem a tarde teve jogo da França.
E como em todas as partidas dos franceses, nem mesmo um assobio ou grito de torcida na rua se escutou.
Nao vi o jogo.
Aproveitei esse excelente horario pra ir ao supermercado que, talvez graças ao jogo, nao estava tao cheio.
A moça do caixa tava so reclamando do calor.
Como ela disse, perto dos frios tem ar-condicionado.
Aqui nos caixas, nada.
Ainda bem que to indo pra casa antes do jogo acabar e todos virem aqui fazer compras.

De volta pra casa, agilizei a janta, arrumei a cozinha, tomei banho.
Corri pra frente da tv pra ver o jogo do Brasil.
Torcendo por mim mesma.
Pra que eu nao dormisse antes do final do primeiro tempo.

Por sinal, se alguém conhece outra pessoa que além de mim conseguiu dormir em pleno jogo do Brasil em parttida pela disputa do titulo, me avisa.
Fiz isso numa copa dessas faz uns anos atras.
Tava meu pai e um namorado meu la do meu lado assistindo.
Nao vi nada, apaguei nos minutos finais antes de ver o Brasil campeao.
Acho que foi campeao, se me lembro...

E ontem, bom, ontem...deixa ver...
Consegui resistir o 1° e 2° tempo acordada mas confesso que no final tava tao exausta quanto o Ronaldo.

Acho que os anos longe do Brasil estao me transformando numa criatura a parte.
Quem me conhece, nunca me viu gritando na janela que foi gol do Kaka.
(Que por sinal, em frances quer dizer coco^. A francesada tira sarro mesmo!).
Mas la fui eu na sacada e gritei.
Nem viu bandeira na pendurada na minha janela.
La fui eu e pendurei...

Ok, podem me internar.
Alguém que me conheça bem ja me viu alguma vez com camiseta verde-amarela da seleçao?

Hoje, em pleno clima de copa-do-mundo-chez-moi, fui pra yoga de camiseta:
BRASIL!!!!
E completando o visual fa-club-trash, coloquei meu All Stars azulzinho com coraçoezinhos verdes!
Coisa linda!

Ninguém viu quando eu passei e Monsieur Vallade, o professor, nem se deu ao trabalho de me olhar.
Minhas colegas de terceira idade, acho que nem sabem a cor da bandeira brasileira.
Fui pro curso e voltei decepcionada.
Acho que todo mundo deve ter ido pra Alemanha mesmo!

E, discutindo com a minha t-shirt, pensei:
So falta me passar um africano mexendo comigo.
Nao deu outra, passo em frente da padaria e um provavel torcedor de Ghana (ou cheio de gana!)ou outro pais da Africa, olha pra mim com um sorriso e diz, com aquele maravilhosao sotaque:

BRRRRRRASIL!

Pronto, voltei pra casa, subi 5 andares de escada, ja que o elevador tem uma tradiçao de quebrar sempre no verao, tirei a bandeira da janela, tirei a camiseta do Brasil e pus tudo na cesta de roupa suja.

Missao comprida.
Voltei a ser eu mesma.

Ufa!
Tava com medo de ter me perdido de vez...

Monday, June 12, 2006

Eterna Insatisfeita



Pedi sim, pelo sol.
Pedi pelo céu azul.
Pedi pelo bom humor parisiense, ou pelo menos por menos mal humor.
Pedi um ventinho.
Mas juro que nao pedi pra derreter.

Hoje foi assim:
as gatas e eu atiradas pela casa.
Dois passos e despencamos: no sofa, na cama, na cadeira.
Nao importa.

O pior sinal de calor pra mim é quando começo a transpirar atras dos joelhos.
Sim, eu estou derretendo de verdade.
Se nao bastasse esse tempo seco, tenho o nariz que parece caco de vidro.
Menos, por favor.
Eu so queria um solzinho e uns 23, 24°C no maximo.

Mas aqui tudo beira o radicalismo.
Derreto e ja viro poça d'agua.
Gatas que parecem capachos espalhadas no chao da casa.
Minhas plantas gritando de sede.
E vou ja tirar a minha bandeira/pareo do Brasil do sol antes que desbote de vez...
E dai que o o jogo é amanha?
Agora, depois da festa entre vizinhos, todos ja sabem que a branquela, magrela e sorridente, com sotaque ingles nao é British e sim Brazuca.
Suou du Brésil.

Amanha, se a coragem deixar, atravesso a rua e levo a mocinha pra visitar o doutor e fazer exame de sangue.
Ah! Essas meninas...

Nos 3 aqui atiradas, esperando o sol baixar.
So peço que minha pressao nao baixe ainda +.

Saturday, June 10, 2006

Sim! Elas sao Artistas!



Vivo no mundo da arte e nao poderia ser diferente dentro da minha propria casa.

Tenho uma cantora e uma decoradora aqui.

A opera começa de manha, ao nascer do dia e cantar dos galos.
Gata-galinha manda fundo na cantoria.
Miado esganiçado de gata faminta.
Do grave ao agudo passando por alguns grunidos ela nao perde o tom!
E assim continua até a hora em que finalmente consegue me tirar da cama.

A decoraçao, especialmente feita em tecidos, é o ponto forte da outra mocinha.
Ela tem seu velho cobertorzinho-de-la-amarelo-da-varig.
Verao ou inverno, la esta ela deitade em cima.
Mas nao poderia ser tao confortavel se nao fosse devidamente sovado.
O que ela faz com prazer, puxando todos os fios pra fora.
E agarrada com as garrinhas ainda aproveita pra morder e usar os fiapos como fio dental.

Toalha de banho aqui em casa é uma vergonha.
Porque a mesma decoradora de cobertores aproveita e faz o mesmo com as minhas toalhas de banho!
Claro que a artista usa sua criatividade quando esta com fome.
Pura implicancia!
So pra me tirar do sério!

E a cantora de opera, la pelas 18h recomeça a cantoria, como um Big Ben muito pontual me fazendo lembrar da hora da boia.
E canta e resmunga sem parar e sem nem se dar ao trabalho de ser sutil.
Afinal, a esfregaçao nas minhas pernas nao é por pedidos de carino e sim de comida!

Nisso ja estou juntando as toalhas que a outra artista decorou...

Alimento as feras e esqueço.
Até que la pelas 23h a cantoria recomeça.
E agora é um coro de duas vozes peludinhas que nao me deixam esquecer.

Alimentadas!
Hora de dormir.

Mas antes mesmo que eu pegue no sono, tem uma cantora de "Pig Music" que vem deitar do lado da minha orelha, com a cabeça bem apoiada no rato de pelucia, e que suspira profundamente antes de começar a sinfonia do ronco.
Sim , porque ela ronca e eu é que nao durmo!

Vida de artista é assim.
E quem consegue aguentar?

Ruim com, pior sem!

Amor é nisso que da!

Thursday, June 08, 2006

I’m a Cookie Monster !



Quem resiste a um cookie com aquelas pepitas de chocolate tao apetitosas ?

Consumidora assidua, eu costumava comprar uma marca inglesa.
Até que fimalmente me rendi ao cookie bio.

Esses dias, procurando uns videos dos Muppets, encontrei umas imagens do Cookie Monster.
Coisa boa rir e ser criança de novo !

Mas ainda em relaçao aos cookies, esta semana consegui uma das minhas "proezas de distraçao".

Tomando um chazinho, com meu amigo Antonio e , obvio, desgustando alguns cookies, nem notei.
Entre assuntos serios e outros nem tanto, uma pepita de chocolate cai, na minha cadeira.

A nossa reuniao termina e ficamos de nos encontrar a noite, ainda na palestra do Divaldo.

Arrumo as coisas em casa, coloco a louça na pia, penteio o cabelo, passo baton e saio.

Pego metro, me achando linda e feliz.
Reencontro pessoas, assisto ao seminario e volto pra casa.
Cansada e tranquila.

Hora do banho.
Tiro a blusa, o resto da roupa.
Penduro minha calça jeans atras da porta do banheiro.

De repente, uma surpresa:
Uma pepita de chocolate bem colada e melecada na perna direita da calça!

Resumindo :
Desfilei a tarde toda pelas ruas e metros com a calça suja de cholcolate e nem notei.

Cansei !

Eu nao quero + brincar de Cookie Monster !

Wednesday, June 07, 2006

Toi & La Paix



Nao pude resistir, depois de ouvir uma palestra de Divaldo Franco sobre a paz, e fiz um pedido.

O assunto paz rolou em torno das experiencias de nao-violencia de Gandhi, Martin Luther King e outros tantos exemplos.

Quando o assunto é nao-violencia, nao acho que deveriamos deixar o sujeito de lado.
Falar de paz entre humanos é também falar de paz entre nao-humanos.

Aproveitei e fiz a primeira pergunta ao final do seminario.

Como falar em paz, se crianças que maltratam animais muitas vezes acabam tornando-se adultos violentos contra outros da mesma espécie?

Pedi a Divaldo que se fosse possivel, sempre que proferisse conferencias sobre o tema paz, nao deixa de incluir nossos irmaozinhos menores nelas.

Afinal, o holocausto animal continua todos os dias, sem nos darmos conta:
em nossa mesa, nos laboratorios, nas fazendas, nos rodeios, nas nossas roupas, nas ruas e ainda muito + proximo do que podemos imaginar...

Segundo Divaldo, este assunto fara parte da segunda palestra, na proxima quinta.
Nao estarei la.
Mas sai ontem com a sensaçao de dever cumprido.
Precisava ter feito a minha parte.
Mesmo que pequenina.

E como Divaldo disse:
"Se a paz começar numa casa, vai se espalhar pela rua, da rua para o bairro, do bairro para a cidade, da cidade para o estado, do estado para o pais, do pais para o continente, do continete para o mundo."

Que tal começarmos dentro de nossas proprias casas?
Cada gotinha de paz que depositamos pode vir a se transformar num oceano de amor.

Eu acredito.
E voce?