Monday, November 27, 2006

Au Revoir

Pros que passarem por aqui e nao me encontrarem nas proximas semanas, nao desistam.
Voltarei + tarde, com um pouco de atraso mas sempre passando
pra deixar meus textos, minhas historinhas e partilhar com voces alguma coisa.

Fui, por enquanto.

Thursday, November 23, 2006

Quando o Outono passar...



Quando outono passar, o inverno chegar, eu nao estarei + aqui.
As folhas estao caindo, amareladas, indicando que a hora de renovar chegou.
Deixo pra tras uma historia.
Uma historia, uma vida de 6 anos.
Deixo marcas por aqui.
Levo cicatrizes no meu corpo, levo-as também na minha alma.
Elas sao a comprovaçao de que passei nas provas.
Que consegui atravessar as barreiras da lingua, da cultura, do preconceito, da intolerancia, da nacionalidade, do estranho e do estrangeiro.

Volto pra casa com as maos cheias de esperança, o coraçao recheado de novos amigos, pessoas que chegaram cedo mas também de ultima hora
e que deixaram em mim a sensaçao de que nada acaba.

Tudo vai se transformando la fora.
A paisagem mudando com o cair das folhas, os anos passando nas marcas do rosto, os beijos jogados ao vento.

Volto pra casa.
Sorriso nos olhos.
Coraçao alegre mas que ao mesmo tempo chora, por deixar pra tras uma vida, que foi muito boa e também muito dura.
Aprendizado, sim, ganhei muito.
Ganhei tanto que volto com a minha bagagem cheia de conhecimentos.

Feliz do retorno.
Ansiosa, friozinho na barriga.
Normal.

Os testes aqui se acabaram.
Outros novos me esperam do outro lado do mar.
La, uma mao amiga e um sorriso doce me aguardam.
Um abraço apertado esperando pra aquecer meu corpo.
Aquecer meu espirito e me fazer acreditar de novo no amor.

Vou.
Olho pra tras pela ultima vez.
Levo os olhos ao céu e agradeço:
pelos dias cinzentos mas também pelos de luz.
Encontrei meu caminho.
E desejo a todos os que por aqui passem que também possam encontrar o seu.
Eu digo hoje que encontrei o meu.
Muitos atalhos e desvios.
Estou chegando.

Arrependimentos e magoas?
Nenhum nem outro.
Volto feliz especialmente porque hoje eu posso dizer:

Eu fui la e fiz!

Monday, November 13, 2006

Green Day




Esse outono com cara de inverno nao deixa duvidas:
O frio vem ai, minha gente.
E eu que tento ao maximo escapar dele acabo sendo pega de surpresa.
Tudo bem,
isso passa
como tudo nessa vida.

E outra vez la vou eu fazendo doaçoes verdes.
Nao se empolguem que nao estou atirando dinheiro, muito menos euros, pela janela.
Estou de coraçao partido por doar minhas plantinhas.

A Gatha, so pra piorar a situaçao,
tem visitado meus grandes vasos, onde ficus e ayuka ainda tentam sobreviver.
Humor de gata insana:
come as folhas e depois decora de vomito verde o piso branco da sala.
Sai pra la com essa personalidade forte!
Tudo isso pra se mostrar insatisfeita de nao ter o tigela cheinha antes das 9h da manha.

Entao convido amigas e pressenteio vizinhos
com minhas adoraveis plantas.
Algumas foram sobreviventes que salvei das lixeiras de vizinhos e do ar distraido da minha faxineira que esqueceu que planta também pede agua.

Ai ligo pras amigas, marco chazinhos aqui em casa
e na hora da despedida,
digo Tchau pras amigas e Adeus pras minhas preciosas plantinhas.

Das babosas é que tenho + difuldades em me separar.
Companheiras de muitos anos,
muito se ocuparam da familia aqui em casa...
Explico:
cada vez que precisamos de phitoterapia, elas sao as melhores aliadas.
Usadas pra tudo que é mal.
Ouvi dizer esses dias que até pra olho-gordo funciona.
Mas disso tenho la minhas duvidas.
As babosas resistiram mas minha espada- de- Sao -Jorge se foi num desses olhares.

A ultima espada restante esta servindo de camuflagem pra caixa de areia das gatas.
Logo pra quem!
As terriveis aprontam de qualquer jeito.
E esses dias, pra aumentar ainda + meu peso de consciencia,
pensei ter presenciado um massacre em plena cozinha.
Se fosse so comer as sardinhas, va la
mas sangue de peixe pelo piso todo é mesmo cena de "O massacre da serra eletrica".
Gatas!
Quem conseguir entender essas felinas, por favor me explique.

Pelos de um lado e folhas do outro,
espero que até o final de semana que vem a minhas doaçoes verdes tenham acabado.
Mas sei que distribuo minhas verdinhas pra outros amantes do verde como eu.

As Gatas que se contentem com a erva do gato!
Vegetarianas sim mas com moderaçao!

Friday, November 10, 2006

O Mico & o Cego

As vezes um ato bom seguido de um ruim podem anular-se.

Foi isso o que ocorreu aquele dia, em que resolveu pegar o trem rumo a periferia.
Sempre acostumada a seguir este caminho,
utilizando seu passe eletronico de metro que cobria as areas 1 e 2 mas nao alcançava o valor de area 4 onde se localiza o centro de interesse,
ela ja estava habituada.

Mesmo sabendo que a qualquer momento poderia ser interrogada por um controlador de tickts, ela se arriscou durante 4 anos.
E naqulea tarde, num horario considerado calmo,
ela pega o metro e na estaçao seguinte vem um cego entrar no mesmo vagao onde se encontra.

Nota também que os 2 descem na mesma estaçao e pegam a mesma direçao e trem.
Convida-o a acompanha-la.
Pede ao cego que segure seu braço e seguem uma boa conversa sobre amenidades.

Entre meteorologia e animais,
o cego diz que ela tem um sotaque simpatico.
Ela sorri mesmo ele nao vendo e continuam a conversa,
como 2 velhos amigos pondo assuntos em dia.

Atravessam a catraca eletronica e vao em direçao ao trem.
Ela, muito distraida, ve os controladores no vagao em que entram mas ainda assim acompanha o cego.
Sentam-se ao lado de um senhor com echarpe da Palestina no pescoço.
A conversa continua fluindo.
O apito soa e o trem parte.

Os controladores se aproximam e ela reza pra que nao perguntem pelo seu novo passe eletronico.

A alegria dura pouco.
Os 5 controladores se aproximam, pedem os passes de todos ali sentados:
dela, do cego e do homem de echarpe da Palestina.
A controladora, de cara amarrada, tipico disfarce dos controladores pra se fazer respeitar, pede seu passe.
Ela mostra.
A maquininha de controle de passe parece em pane.

Ela faz + uma fast-oraçao, na esperança que a maquina esteja estragada
e aquele trem cheio nao veja o vexame de estar com ticket insuficiente pra se chegar a area 4.

Varias tentativas depois e o olhar da controladora.
- Sua carta é area 1-2.
Voce tera que pagar 25 euros!

O cego tenta se justificar por ela.
O homem da echarpe da Palestina se exalta e pergunta pra controladora se ela nao ve que a acompanhate esta acompanhando o cego.
O cego cria desculpas esfarradas.

O vermelhao sobe ao rosto e a vontade de desaparecer é grande.
Nesta momento, toda a plateia acompanha de camarote.
O homem de echarpe da Palestina aumenta ainda + o tom de voz e manda a controladora se ocupar dos delinquentes que queimam carros e deixar a acompanhate do cego tranquila.

Em meio a tanta discussao, o celular da acompanhante toca e do outro lado da linha a amiga afobada dizendo que vai se atrasar pra reuniao.
A acompanhante tenta manter a calma e reduzir o vermelho da cara.
A conversa é dificultada pela discussao entre o homem da echarpe da Palestina, o cego e a controladora.
A acompanhante guarda o celular na bolsa mas entrega os 25 euros pra controladora,
antes que os animos fiquem ainda + quentes.

A controladora e os outros controladores partem pra outro vagao.
A plateia se acalma e vira os olhos e atençoes pra outras direçoes.
O cego tenta consolar a acompanhante e o homem da echarpe da Palestina ainda resmunga:
- Que pais é esse!
Que vergonha.

A acompanhante do cego se despede e diz que a sua estaçao é a proxima.
O cego inconsolavel agradece e espera ve-la(?) outras vezes neste mesmo trajeto.
Sorriso amarelo,
beijinhos no rosto do cego
um merci pro homem da echarpe da Palestina.
Ela desce do metro, cara vermelha, olhos molhados.
Foi a primeira e seria a ultima vez em que eles todos se encontrariam.

25 euros + pobre
Ela sabe que a caridade e a lei de Gerson nao combinam.
Fazer o que?
Voltar pra casa pagando um ticket completo!

Tuesday, November 07, 2006

HUGS FREE

+Abraços+

é disso que nos precisamos.


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Monday, November 06, 2006

Na Alegria & Na Tristeza



Amigos e afins.
Bom, conclusoes de fim de ano.
Porque entra ano e sai ano e certas coisas so mudam de endereço mas nao mudam de essencia.
E' o caso da amizade.

Mas a minha grande duvida é essa:
Sera mesmo amizade?

Amigo , na teoria, é aquele que esta do teu lado nas horas boas e também ruins.
Que te empresta ombro quando voce esta triste
Que te faz carinho e também te xinga
mas sempre esta do teu lado.
Essas coisinhas basicas que a gente sabe...

Eu posso dizer que tive também apenas amigos de alegria.
E outros apenas de tristezas.
Esses que so compartilham momentos especificos com voce.

Minha duvida é:
Se esses amigos te apoiam nos momentos + dificeis, sofrem do teu lado, te estimulam a superar obstaculos, como podem te abandonar nos momentos + alegres?
Quando voce finalmente pode respirar e dizer:
Amigo, sou feliz!

Isso ja me aconteceu muitas vezes.
Esses meus amigos de dor foram otimos comigo, verdadeiros anjos nos meus momentos de dificuldade, tempestade e céu nublado.
Mas assim que o sol voltou a brilhar,
evaporaram, sumiram do meu caminho.
Foram se afastando pouco a pouco até nao restar nem um ultimo vestigio.

Talvez eu ainda nao tenha entendido o sentido exato desse abandono.
Talvez eu nao tenha percebido que esses amigos sao + do que amigos, sao nossos ombros e espiritos de amor que aparecem somente quando as coisas estao complicadas
mas que como emissarios, apos o termino da missao, seguem seu caminho e continuam auxiliando outros amigos em algum outro local distante.
Talvez eu ainda nao tenha percebido quanta riqueza eu tenho por ter encontrado esses amigos em alguma esquina dessa vida...
mesmo se depois um dobrou a direita e o outro pra esquerda.