Os Peludos

Os meus, os teus, os nossos.
E os de ninguém?
Quem pensa neles?
Estamos nos tao ocupados em paparicar os nossos que esquecemos de tantos outros que encontramos pelas ruas, encolhidos nos cantinhos com olhares cheios de tristeza e desmparo.
Quantos deles precisando de nos?
E o que fazemos?
O que nao fazemos seria melhor perguntar.
Quando nossos irmaozinhos menores estao no frio, na chuva e no vento, de barriga vazia e olhos de esperança.
Sim, eles esperam e ainda acreditam que os homens possam ter um coraçao, um cantinho na garagem, um carinho, um olhar piedoso.
Os seres que estao ai, nao pra satisfazer nossos caprichos mas pra alegrar nosso coraçao com tamanha dedicaçao e fidelidade.
Posso falar pelas minhas que nunca me abandonaram nos meus momentos + dificeis.
Nunca desistiram de mim quando fui chata, pouco atenciosa ou distraida.
Nunca deixaram de me amar enquanto eu estive triste ou desanimada.
Quem dera nos humanos pudessemos ter um minimo de compaixao e pudessemos nos espelhar no que os animais nao-humanos nos ensinam.


